Depois dessa, mordam a língua antes da próxima piadinha sobre a Apple. Segurem-se nas cadeiras, certifiquem-se de que não há ninguém observando seu monitor e cliquem aqui para a próxima imagem.
Cuidado, ela é bastante perturbadora...
29.3.04 Ozzie diz:
Coisas de Primeiro Mundo
Milhares de finlandeses alimentam um sonho: a criação de uma Finlândia Oceânica, ou Tatarah Cadah.
Este sonho tem sido alimentado pelos pacatos habitantes das Ilhas Aland, um conjunto de 7 mil ilhas na costa finlandesa.
Concentrados na capital de Mariehamm, fundada pelo Czar Alexander II, seus moradores lutam para preservar suas tradições e obter sua tão almejada independência.
A história desta luta remonta a Segunda Grande Guerra, quando o Ministro da Justiça Aimo Cajander, socialista, falhou em banir o Movimento Popular Patriota (Isänmaallinen kansanliike) - um partido de extrema direita radical. Mesmo diante de protestos dos habitantes das Ilhas Aland contra os planos suíços e finlandeses de ocupar suas terras (no que ficou vergonhosamente conhecido como Plano de Estocolmo) os simpatizantes comunistas foram completamente banidos da região.
Entre 1939 e 1944 as ilhas são ocupadas por forças militares finlandesas, culminando inclusive na destruição de locais históricos, hospitais, escolas e até mesmo a casa de alguns de seus habitantes. Indignados, mas derrotados, seus habitantes não tiveram outra opção além de alimentar seu sonho de liberdade e aguardar uma oportunidade para novamente reclamar para si o controle de seu destino.
Inspirado pela figura de Tatarah Acadah, um humilde camponês de Kemijärvi, o primeiro-ministro Urho Kekkonen abriu um diálogo com a comunidade durante a década de 80 visando uma solução definitiva para o problema. Surgiu então o Movimento Tatarah Cadah, sob a liderança de Juho Paasikivi.
Com o final do mandato de Kekkonen em 82, e sua morte em 86, o governo finlandês endureceu novamente sua posição quanto aos desejos separatistas e tem feito vista grossa aos protestos e passeatas promovidos pelo movimento. A situação se agravou com a criação da União Européia (da qual a Finlândia faz parte) e nenhum grande grupo de mídia parece dar atenção a causa de Tatarah Cadah. Somente agora com a popularização da Internet e a conquista de colaboradores ao redor do mundo, Juho Paasikivi encontrou um fórum de debate realmente livre para seu ideal.
É surpreendente que em pleno século XXI, vivendo sobre a égide de um mundo livre e globalizado, tão pouco sobre o movimento chegue ao conhecimento das pessoas. Mesmo pessoas bem-informadas e ligadas a grupos políticos desconhecem o que acontece ao Sul da Finlândia.
Nós podemos mudar isso.
18.3.04 Ozzie diz:
Mais do mesmo
"Um adolescente de 16 anos, que participou do filme "Cidade de Deus", foi preso na última terça-feira (16) por policiais do 18º BPM (Batalhão de Polícia Militar) acusado de roubar um carro em Jacarepaguá (zona oeste do Rio) com outros três adolescentes. Segundo a PM, ele usava uma arma de brinquedo."
(...)
"Ao vivo, em rede, Clodovil chamou hoje a prefeita de "idiota", "inútil", "desocupada" e "perua que teve sorte (na vida)". O apresentador também criticou atitudes da vida pessoal da petista, como o fato de ter mantido o sobrenome Suplicy.
"Esta senhora tem 'know-how' para ser prefeita daqui? Que 'know-how' ela tem? Ela canta, ela pinta, ela borda? O que ela faz? (...) Uma idiota que pensa que é poderosa? Eu não tenho medo. Me processe, me prenda", declarou Clodovil. Mudando o foco da crítica, Clodovil passou a criticar a vida pessoal da prefeita. "Hoje vou passar a tarde inteira falando de madame Suplicy, que até o nome ela fisgou do outro."
9.3.04 Ozzie diz:
Cadê o Feijão?
8.3.04 Ozzie diz:
Aloha, Rock'n'Roll!
Nada como ouvir clássicos do rock em performances bacanas. Bem no clima um banquinho, uma hawaiana e um sex-on-the-beach (gargalhadas insanas)
5.3.04 Ozzie diz:
Bichos Escrotos Fofuchos
Como diria a Dorin, este Rhinovirus é fofucho! (gargalhadas insanas)
4.3.04 Ozzie diz:
The Singhsons
4.3.04 Ozzie diz:
Guerra do Terror
"Tomávamos banho apenas duas vezes por semana e sempre saíamos com os pés e as mãos amarrados, com os olhos vendados, os ouvidos tapados e uma mordaça na boca", afirmou Hamed Abderramán - um dos prisioneiros da base militar norte-americana de Guantánamo.
Libertado após dois anos, Hamed ainda declara que os militares norte-americanos não respeitam os direitos humanos. "Quando me prenderam, pisaram na minha cabeça e me amarraram com cordas tão finas que tiravam sangue."
O infeliz se declara "assustado" após o "inferno" que passou e relembra com horror as celas minúsculas em que ele e os demais detentos permaneciam, o calor insuportável, a luz artificial que permanecia acesa noite e dia e o som permanente de "Born in the USA", de Bruce Springsteen.
Enquanto isso, na Sala de Injustiça
O general Rod Bishop, número dois do Comando Sul do Exército norte-americano, afirma que as atividades terroristas e a insegurança podem crescer na América Latina.
O militar alega que existem "grupos extremistas islámicos" em algumas zonas da Colômbia, na ilha Margarita (Venezuela), em Trinidad e Tobago e na Tríplice Fronteira. "Se não fizermos algo, enfrentaremos as conseqüências", afirmou.
3.3.04 Ozzie diz:
Quero viver até 66...
Vejam só. Ser baixinho, orelhudo e cabeção tem suas vantagens evolutivas.
2.3.04 Ozzie diz:
Será apenas eu?
A simples menção de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre as "operações" de Waldomiro Diniz, ex-assesor de José Dirceu (Chefe da Casa Civil), deixam o mercado "nervoso". O dólar sobe, o risco Brasil sobe, as fontes de investimento estrangeiro ao país secam e os nossos digníssimos representantes iniciam um bate-boca público capaz de corar qualquer radical-livre do PT.
A mensagem que fica é clara. Finja que nada está acontecendo que tudo continua bem. Bem, eu acredito no oposto e espero não ser o único.
Será apenas a minha cabeça, ou vocês também não acham que diante de tudo que está acontecendo a única conclusão lógica é a de que o capitalismo precisa da corrupção, estimula a corrupção e se nutre dela para enriquecer uma elite que puxa os cordões. Todos estes relatórios sobre os sistemas mais corruptos do mundo no fundo servem de "guia de investimentos" para quem se acha malandro.
O fenômeno é mundial, nem nisto somos primeiro mundo! Basta ver a Parmalat, a Enron, a Worldcom, XEROX-Andersen e sabe-se lá quantas mais. Isto não é uma defesa ao comunismo, por favor. Todo mundo sabe que sou um entusiasta do anarquismo (risos)
Obviamente, podemos inferir disso tudo que a única instituição sólida que interessa ao capitalismo é o mercado financeiro. O eterno jogo do GANHA-GANHA, onde cabe ao povo perder sempre de boca fechada.
É bom o governo investigar pra valer o caso Waldomiro, ou a dupla Gil-Caetano estará certa. O Haiti será aqui. E vocês devem saber o quanto eu odeio o Caetano... (gargalhadas insanas)
1.3.04 Ozzie diz:
Bushitsms
"Vocês ouviram o Al Gore falando que ele inventou a internet? Bem, se ele é assim tão esperto, porque então todos os endereços começam com "w"?"
Mais preciosidades do líder supremo do planeta Terra aqui. E claro, atendendo a pedidos, nosso novo endereço não mais começa com a letra "w" (gargalhadas insanas)
Não deixem de avisar aos amigos e atualizar seus "bookmarks".
Servindo bem para servir sempre!
1.3.04 Ozzie diz:
Ponto, parágrafo
Durante minhas três décadas de existência, três livros se firmaram como minhas leituras permanentes. Meus camaradas mais próximos devem conhecer alguns deles e aproveitando meu atual hiato profissional e o nefasto período de festividades nacional que passou, retomei a meus adorados objetos de obsessão.
Acredito que "Duna", de Frank Herbert, foi o primeiro. Me lembro bem quando o adquiri num raro momento de tédio durante minha visita a Nova Iorque. Já havia visto a adaptação de David Lynch para obra e confesso que o cineasta foi extremamente feliz em sua tarefa. Ao ler as descrições do autor, me é impossível não construir mentalmente seqüências semelhantes ao que vi nas telas.
Mas como disse, foi um raro momento de tédio e logo voltei a farra com meus camaradas. Durante anos pego o mesmo exemplar para retomar a leitura. Gostaria até de acreditar que é um obstáculo lingüístico que me atrapalha. Entretanto, já li dezenas de romances em inglês sem dificuldades (inclusive "As Três Marcas de Palmer Eldrich", de Phillip K. Dick, de uma tacada só!) e nesta nova tentativa percebo que o problema é outro. Este livro me exige uma imersão maior, há muito mais para ser digerido que a história em si. Curiosamente, acredito que este seria o melhor momento para apreciá-lo. Em meio a guerras por recursos naturais, um iminente colapso econômico global e o avanço do messianismo político tudo conspira para uma leitura mais prazeirosa. Contudo, devo esclarecer que não é uma deficiência do autor em fisgar minha atenção. Nada disso. A cada retorno, mais prazer sinto em sua leitura. Certamente dez anos adicionais me ofereceram uma maturidade que me faltava, mas não foi dessa vez.
O segundo livro é "Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas", de Robert M. Pirsig. Os primeiros dez capítulos sempre passam com facilidade, mas logo que me dou conta da real identidade de Fedro, um calafrio e um desconforto insuportável surgem. Preciso fazer análise para ler este livro, a identificação entre leitor-personagem é demais pra mim (gargalhadas insanas)
E finalmente, mas não menos interessante, temos "Como a Mente Funciona", de Steven Pinker. Este deveria ser leitura obrigatória para qualquer pessoa interessada em Comunicação Social. Com clareza, profundidade e ritmo o autor condensa mais de um século de estudo científico sobre a mente e o comportamento humano. Em cada capítulo uma teoria é apresentada com exemplos tirados de nossa cultura popular. Fascinante e esclarecedor. Você percebe como a genialidade pode se confundir com simplicidade ao se perguntar no final: "Ora, isso é óbvio. Como não pensei nisso antes?"
Você pode até ter pensado, tolo humano, mas pode não ter desenvolvido com tanta habilidade e levando as últimas conseqüências como relatado no livro. Agora, nos capítulos finais, reduzi a velocidade de leitura para refletir com mais calma o material exposto. Recomendo enfaticamente e acrescento que este certamente termino de ler em breve.
Não se deixem intimidar pelo volume e pelas horrendas capas das edições nacionais. São leituras indispensáveis.